Eu eu eu.
É bem simples. Tenho lá meus sistemas e minhas manias. Fico aqui. Faço o que faço aqui. É assim que eu quero e isso não é ser frio e sim ser eu mesmo e etc. Gosto de ser eu mesmo e disso todos sabem. Ou deveriam saber. Mas seja como for é o que é e prefiro assim.
Sou egoísta nesse sentido, mas nem ligo. Não por isso. Isso é meu direito de ser e de dizer dane-se. É claro que isso é também uma mentira. Como todo o resto pros espertos que sabem de fato das coisas que não digo. Mas seja como for é sendo falso que eu me prefiro. E que fique claro que levo minhas preferências à sério.
No bar sim a vida existe. Tenho que chegar lá pra ver qual é. Os bêbados de verdade tomam sua cachaça com limão. Tenho que chegar lá! Os caras tomam essa porra a noite inteira. É uma maravilha. Um mundo. Ficar bêbado com 3 reais tem lá sua esperteza. Eu sou o idiota da cerveja. Sempre fui e toda vez que me arrisquei com cachacinhas ou catuabas deu merda. Sou fraco por natureza. Mamãe e papai sabem disso e se preocupam também. Mas esse é o papel deles e tá tudo certo porque a gente se gosta e se dá bem e, por incrível que pareça, nunca minto pra eles. Tenho lá meu senso de justiça.
Mas seja como for importa que tudo tá caminhando com pernas tortas ou não. A gente segue e segue mesmo e , nesse sentido, eu sempre vou seguir. Não por nada. Não porque acredite num futuro melhor. Mas porque não tem opção mesmo. Ou segue ou morre. E definitivamente eu não quero morrer. Não mesmo. Continuo achando a morte uma coisa chata e sem porquê. E se matar pode ser até comovente, mas vamos combinar, que o suicida é um cara sem nenhum senso de humor. E gente sem humor é um saco. Minha conclusão fica: quem se mata é porque era tão chato e sem graça que só poderia mesmo se matar.
E tirando as piadinhas do texto e a vaidade de fazer essas piadas to eu aqui. De novo aqui. Sempre aqui. Eu eu eu. Sempre previsível e satisfeito. Sei lá. Espero que essa estratégia dê certo. É o que a gente sempre espera, não é?
E então, como tenho lá minhas necessidades, eu escrevo uma história bonitinha que inventei agora: no meio da rua o idiota pensa o que fazer. O brilho do farol do carro é tão bonito quanto o brilho do poste do outro lado da rua. Ele fica parado no meio da rua e o carro desvia dele. Ele acha que era o destino. O motorista do carro acha que ele era idiota. Eu, que via tudo, penso 'quem será que tinha razão?' Mas o Coimbra, que tá do meu lado, arremata: de noite sempre sobra culpados.
Eu concluo achando que o Coimbra é um gênio e que ele tem sempre razão.
Tô certo, não tô?

2 Comments:
Si,Si!! aliás,tempo que não passo por aqui. Isto cá, está virando a fina flor dos bate papos Coimbrescos. Um inventário, uma ata.
Eu eu eu assino em baixo.
Acho que você tem autoridade pra isso.
Rá.
Abs.
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